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Hermes society

Hermes e o Hermetismo PDF Imprimir e-mail
A origem do Hermetismo perde-se na noite dos tempos. Alguns mitos atribuem-lhe uma proveniência divina, remetendo-o para o “in illo tempore” em que Deus o ensinou a Adão, o Primeiro Homem, por intermédio de Raziel, o Anjo dos Mistérios. Outros, mais poéticos, referem que outrora os seres celestes tomaram-se de amores pelas belas mulheres que habitavam a Terra, traindo assim, na alcova, o segredo divino das obras da Natureza. Há ainda quem pense que ele teve início com o ensinamento de Hermes Trimegisto, o mítico sábio egípcio.

Seja como for, o Hermetismo, nomeadamente de expressão cristã (gnose), judaica (cabala) e muçulmana (sufismo), é apenas uma outra maneira de nomear o Grande Ensinamento que desde os primórdios da Humanidade foi transmitido ininterruptamente através de uma longa cadeia de indivíduos despertos do ponto de vista da mais elevada Consciência, quase sempre organizados em Escolas iniciáticas. Nestes núcleos de sageza, discretamente presentes em todas as grandes civilizações e culturas tradicionais, cultivaram-se os chamados saberes herméticos, fontes primeiras em que foram beber o conhecimento, a espiritualidade e a arte de todas as épocas, tanto no Ocidente como no Oriente.



Um destes saberes, designado como Prática Meditativa era, e continuaria a ser até hoje, a chave ou condição “sine qua non” para aceder segura e generosamente a outros saberes herméticos, entre os quais se destacam a contemplação das obras divinas, a sabedoria dos símbolos, a lei das correspondências, e também a astrosofia, a teurgia, a alquimia e a medicina hermética.
 
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